o sentimento de “querer tanto”.

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Se existe algum sentimento que conheço tão bem, esse seria o “querer tanto”. As vezes, quando deito na calada da noite para dormir, acontece que eu penso demais; principalmente no meu futuro. Um dos meus sonhos de vida é ser realizada profissionalmente e eu sei que me sentia incompleta se eu não atingisse esse patamar. Eu me vejo lá na frente, acordando feliz, completa para realizar a minha pequena rotina todas as manhãs e ter aquela aptidão para trabalhar.

Eu consigo fazer isso hoje, o problema é que esse querer tanto, se resume em querer tudo.

Já li que para termos sucessos da vida, é necessário que tenhamos foco, competência e conscentração. Todos eles se tornou uma dificuldade extrema nos dias de hoje. Todos pensam em mil coisas ao mesmo tempo, trabalham com trinta abas abertas, telefonam enquanto escrevem e-mails, mas no final não se sentem completos, realizados. E isso atrapalha muito a dedicação que a gente dá às coisas, e consequentemente, a nossa vida profissional. E eu, o que tenho a ver com isso? Eu pratico esses pequenos erros diariamente atrapalhando no que eu tenho como foco (isso se é que existe um que eu tenha…).

Eu quero muita coisa. Meu namorado já está acostumado a ouvir o quanto de coisa eu irei realizar nessa vida. E isso eu só parei mesmo pra pensar é que eu quero muita coisa porque, talvez (ou que seja mesmo A verdade), é que eu não me encontrei nesse mundo. Fala sério, quem aqui quer seguir nutricionismo e ao mesmo tempo moda? Minha curiosidade beira e representa um oito deitado, ou seja, não tem limite algum.

Não sou mais uma garota que está prestando vestibular e enem, caso pergunte. Tenho 19 anos e estou cursando o segundo ano de jornalismo. E olhe só, uma área que não tem área específica. Cubro tudo (quase tudo, na verdade, né. Quem é de humanas, quando tem pauta de exatas, me quebra toda…). Foi por essa dificuldade que eu senti uma necessidade grande me encontrar num cantinho específico. E eu já pensei de tudo! Moda, botânica, psicologia, ciência social para política, direito, literatura, história, antropologia, arqueologia… Sentiu? É nisso aí que minha cabeça roda toda noite. Eu leio sobre tudo e isso me faz ficar cada vez mais curiosa e achando tudo muito legal. Amo flores, livros, histórias, desenho, pesquisa, ciência e política.

Sou um pouco de tudo. Ou o tudo é um pouco de mim. Vai saber.

Gostou? Esse texto eu escrevi para a minha newsletter. Quer saber o rola dentro da minha cabeça? Inscreva-se lá e espero que não se importe com a bagunça.

Meu irmão

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by We Heart It

Ele nasceu quando eu só tinha 4 anos e pouco. Queria uma menina, mas veio um irmãzinho. Logo ali, eu o adorei. Mimei. Peguei no colo quando podia e quando tinha força. Apresentei os desenhos mais legais. E ele, com o tempo foi me apresentando os mais legais pra ele. Os brinquedos. Os melhores passatempo… E ali, eu não me dei conta o quanto eu ia aprender com esse carinha. Aprendi que tinha zagueiro e goleiro. Aprendi algumas regras. Pedi ajuda dele em trabalhos em educação física e eu tirava 10 – créditos àquele pequeno que já sabia muita coisa. Lembro uma vez que eu tinha que aprender a defender bola na educação física. Meu irmão me ensinou.

E aqui, vamos imaginar que os ponteiros do relógio passam lentamente e núvens atravessam o céu de forma extremamente rápida. Pause. Meu irmão tem seus quase 16 anos. Concilia entre estudos e futebol. Entre gols memoráveis e gessos no braço.

Meu irmão está crescendo. O chinelo dele já não era um número menor que o meu. Percebi que tinha camisetas e calças na cadeira. Chuteiras e bolas num canto. E cadernos de fisica e química abertos em cima da escrivaninha dele.

Todos os dias o vejo na escola porque trabalho lá. Vejo com os seus amigos, combinando para a próxima festa no fim de semana… O vejo abraçar bonitas meninas enquanto conversa com seus “brothers”. E quando me vê passando pra lá e pra cá, sempre dá um oi. Quando está com as meninas, cumprimenta, mas com outro olhar. E eu conheço esse olhar. É o olhar de timidez. O olhar de “não conta pra mãe, tá?”.

Meu irmão tem seus quase 16 anos, ainda sonha em ter alguns jogos daoras. Namora algumas vitrines de chuteiras, vai em algumas partidas de futebol com o pai, sonha em ser jogador de futebol. E quando eu pergunto alguma coisa sobre o assunto, ele tem toda paciência para explicar. Ele entende muito bem. Mas o melhor de tudo isso é ver que ele tem um brilho nos olhos ao ver a possibilidade grande de seu desejo se tornar realidade. Sim, ele vê. Ele acredita.

Seu negócio não é matemática, não é lingua portuguesa, não é biologia. É esportes. É regras. É competição. É bater no peito e gritar gol.

Meu irmão tem seus quase 16 anos, mas puxou da família de querer tanto, sonhar tanto e ir atrás. Tanto. Para que no fim do dia, mesmo cansado, valha a pena. E só sei que é assim, quando vou pra faculdade, ele está lá, jogando futebol com vizinho ou até mesmo amigos do colégio. E só sei que é assim, quando é uma partida super importante pra jogar, ele chorar pra participar. É ele insistir com o uniforme vestido e com a bola na mão. É ter força. É assistir todas as partidas de futebol. Até mesmo de outros times. É paixão.

Meu irmão tem seus quase 16 anos, e tem essa vontade de estar em meio de campo desde seus 5. Desde quando o pai deu sua primeira bola e ensinou a chutar direitinho. Desde quando o passeio entre família era ir em parquinho, mas já procurando uma quadra. “Eu posso morar em qualquer lugar. Desde que tenha quadra”. E essa frase ele falou com seu apenas 10 anos. Isso porque nos mudávamos demais.

Ele aguenta qualquer coisa. É só mais um obstáculo. Só mais um pra chegar aonde quer. Já tirou seu primeiro zero, já reprovou de ano, já teve que sair de clubes de esporte para subir a nota. Lidou com julgamentos de terceiros, de seus times adversários fazendo piadinha, com o seu sentimento de fracasso passageiro. Mas ele continua. Quem sonha, sonhador é.

É ali que aprendi mais uma coisa com ele. Existem situações, mas só conseguimos superá-las lidando com todas elas. E sendo forte. Muito forte.

Eu chego da faculdade, vejo ele dormindo, com a chuteira largada do lado da cama. Vejo livros, vejo uniforme, vejo bola e a tela do computador ligado no FIFA. Meu irmão tem seus 16 anos. Uma vida inteira pela frente. Muito time pra competir. Muita coisa pra lidar. Mas o que importa mesmo?

“O placar, Luiza. O placar.”

se não fosse tudo ao contrário

Eu estava lá, vendo o lugar que eu sempre quis estar e ficar por tanto tempo. Nunca quis embora. Observando cada pedacinho pra levar comigo, para nunca mais esquecer. Queria que você estivesse lá. Ouvir sua voz brincalhona fazendo umas piadas sem graça mas que faziam toda graça do mundo pra mim, apontando para lugares que parecia coisas estranhas. Lugares que só por esse detalhe se tornaria nossa piada interna e especial ao mesmo tempo.

Se todo esse pensamento, esse medo, essa vida que foi toda ao contrário tivesse ido no rumo certo, acho que estaríamos fazendo isso. Mas não, já foi. Eu preciso superar isso. Se tivesse como… Eu preciso parar de pensar nesses momentos que nunca aconteceram, ou talvez alguns que aconteceram. Que foram ótimos, que me fazem querer voltar.

O vento tá perfeito hoje, toca as minhas faces, afasta a pouca barra da minha blusa, significa que o mundo dá voltas. Ele continua.

Me virar e ter a Traffalgar Square às minhas costas, mas olhar pra cima, reconhecer esse sorriso de lado bobo e ver você na minha frente.

O começo

Futuro incerto
Inaceitável realidade
Distante ou perto
Sonhos de profunda tranquilidade

Ele começou
Com novos ares
Do sono mais profundo despertou
Viajando por entre mares

Insistência, persistência
Caráter abençoado
Grandes passos e referências
Por um caminho trilhado

Destino?
O começo
O olhar longínquo
A despedida
Que tem seu preço.

Querida amiga,

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Eu sei que sonhar é difícil, você está sentindo. Mas isso é essencial para todos nós, para vermos que sonhar tem que ser assim mesmo… Até porque vivemos sonhando. Seja consciente ou inconscientemente. E o segundo é o pior jeito.

É um dos que mais corre riscos de ”errar”, esse é o que muito confundem com querer. Sim, é muito parecido com o verbo querer, mas não é a mesma coisa. Querer não é intenso, não é profundo, não é mágico.. Você não sente isso.

Querer você simplesmente compra e pronto, satisfez a sua vontade. E quando a gente sonha, quando realizado – ou melhor, realizando – você sente o seu coração querendo sair pela boca, você se sente cem por centro feliz, querendo pra sempre estar vivenciando aquele momento, que ele congelasse e nunca mais mudasse. Você quer sentir isso? Sonhe.

Não desista, não mostre essa moça fraca que nós, todos nós, sabemos que você é bem o contrário disso. Você é forte. E isso surpreende a todos, porque isso mostra que além de forte, você pode fazer. Fazer o que quiser… Não interessa a ninguém, só mostra que você pode.

Surgiu barreiras? Eu quero que você use essa força nesse momento. Diga não quando é preciso do não, sim quando é preciso do sim. E vontade. Vontade para dizer sim e sair correndo para fazê-lo.

Se demora? Dias, meses, anos, minha amiga. Pode demorar o tempo que for necessário. Por isso: foco. Foco é a base do sonhos, amiga.

Mantenha foco, mas nunca… Nunca na sua vida, desista do seus sonhos e nunca, mas nunquinha mesmo – prometa pra mim, vai – desista de sonhar.

Para aquele nome especial

 

Eu olho em seus olhos. Tudo que eu vejo é a minha vontade estar com ele a qualquer momento. Dizem que o que eu sinto é amor, mas acho que o que sinto já nem tem nome. Essa palavra parece já não me descrever. É algo mais intenso. É algo indescritível.

Ele é encantador, daqueles que quando a gente lembra, nós ficamos com aquela música mais romântica na cabeça. Eu não hesito de sorrir, porque é tão automático. Ele me faz me sentir maravilhosa até quando eu tô aquela monstra quando acordo, acredita?

Ele é daquelas pessoas que mesmo tendo um dia ruim, faz você sorrir, te chama de linda e fala que te ama o quanto é preciso.

Sei lá, sabe o que é perfeição? Eu sei, ninguém é perfeito, mas ele é com todos os seus defeitos. Defeitos que o completam por inteiro. É um jeitinho único. Ah, meu deus, te contei do jeito dele? Gosta de fazer caretas durante as fotos, ama gatos. Quando ele tá concentrado, ele fica totalmente sério, as vezes até mexe as sobrancelhas. Tem sempre um jeito certo, e quando ele fala sobre as coisas que sabe, explicando, nem percebe como fica muito lindo e as vezes “maior”. Confesso que é até sexy. É cada conversa… História, religião, filmes, direitos, os jogos que quase nunca entendo. Ah é, ele tem uma paciência incrível pra me ensinar a jogar todos eles. Eu lembro de sua risada quando eu bati um carro em menos de 5 minutos no GTA V. Admito, foi engraçado.

Sabe quando você sente que encontrou o homem da sua vida? Esse momento chegou pra mim. Foi quando eu estava entre os braços dele, protetores e quentinho. Entre eles, eu sinto que nada pode me afetar, de verdade. Sinto aquele é o meu lugar, sempre foi.

Acredita que amor a primeira vista? Senão… Eu ainda não sei descrever então o que aconteceu quando eu o vi. Só sei que meus olhos não saíam dos dele. Eu estava num dia totalmente errado. E mesmo assim o homem que mais amo hoje resolveu aparecer pra mim naquele dia.

Aquele homem, é o homem que quero passar meu presente e futuro.

Tô com tanta saudade daquela voz, do cabelo bagunçado, do carinho dele, do olhar dele…

Tô com saudade dele.
Então Char, você acha que ainda é amor ou já passou do ponto?

De uma forma que tenta desviar, mas não consegue. São hipnotizadores. Pretos de uma forma misteriosa, que esconde um mundo onde ninguém consegue explorar até o fim. Existe nesse mundo um cara errado, tão errado mas poeticamente de uma forma boa, de uma forma certa.
É aquele cara que você tenta desviar, mas não consegue. Tenta se afastar, mas ele te hipnotiza. Se se afastar for o feito, não se esquecerá de tal existência. Muitos menos dos olhos pretos.