Porque ter uma amiga maluca é a melhor coisa na sua vida

Porque ter uma amiga maluca é a melhor coisa na sua vida

Vamos chamá-la de Olivia. Porque é o nome que gosto, porque tem meu carinho assim como essa menina doida que tá na minha vida faz alguns anos. Somos amigas a alguns anos e sabia que ela é meia doidinha… só não esperava fazer parte de uma aventura que até hoje eu não esqueceria. Meu diário agradece, ele anda meio vazio.

Olivia teve uma ideia brilhante no dia ensolarado na cidade de Joinville. Vamos à praia! Certo. Perfeito. Lindo. Vamos, né? Um amigo nosso, chamaremos de Felipe, estava na casa de praia junto com seus pais e aproveitou a deixa e nos convidou para fazer parte de sua tarde. Aceitamos. Coloquei meu biquini na mochila, entrei no seu carro vermelhinho e fomos em direção a BR. Combinamos de encontrar primeiro o Fê e assim iríamos à praia. Quando chegamos na esquina da rua da casa dele, não soubemos identificar qual era. Então estacionamos numa vaga em frente a uma qualquer. E, simplesmente como se fosse de bom tom, um senhorzinho anda até o nosso carro (nos armamos aqui, pois medo) e abriu a porta e disse com toda a sua “gentileza”: “as donzelas querem descer do carro?”. Que? Amigo. Não me chame de donzela. Segundo: eu não entendi o que ele tinha dito de primeira porque meu aparelho auditivo desligou sozinho, mas dei um jeitinho e escutei na segunda vez. Neguei. E pedimos para se afastar do carro. O senhorzinho, maluco por sinal, ficou sem jeito, pediu desculpas e saiu. Aleatório? Nem um pouco. Ainda.

Achamos o Fê. Ele veio todo arrumado, entrou no carro. Contamos o que aconteceu durante todo o caminho para ir para a praia. Só conversas, risadas e piada sem noção. Até que eu percebi que estávamos indo até o Beto Carreiro. Imagine aqui a minha cara de não entender nada. Pois iríamos a uma praia não muito longe, certo? O que que a gente tava fazendo em Penha!? Pisquei e tínhamos descido o estado? Que lesada, eu. Olivia então me explicou que a praia ficava ali perto. Fiquei tranquila, né? Afinal, tudo bem também se ela estive me sequestrando. Nos perdemos um pouquinho, reiniciamos o GPS mas até que deu tudo certo. Achamos a praia. E quando chegamos, vi que ela estava lotada. Achei uma péssima ideia. Reclamei, mas como era de se esperar, Olivia falou que não iriamos naquela praia e me falou: “a gente vai naquela ali!” e apontou para uma depois de uma montanha. Sim, a gente teria que escalar uma montanha pra chegar no outro lado. Ué. Tudo bem, né? Não. Tirei meu chinelo, comecei a escalar e quando eu estava no topo de uma, vi que tinha uma gruta e depois viria mais outra montanha. Praia engraçada, né? Preciso te dizer que a gente estava num lugar alto, com muitas pedras ali embaixo. Mas eu estava tremendo, pensando como que podia sair dali e descer pra outra praia sem cair. Onde foi que eu me meti? Descemos. Subimos. Descemos.

Ficou frio. Oli decidiu fazer uma fogueira. Ela sabia fazer uma fogueira? Ela disse que viu um dia no Discovery Channel, então tá tudo certo, né? Né?!

Anyway. Oli e Fê queriam voltar pra casa só as 19hrs da noite. Concordei, só que com muito medo (mesmo!) porque não tinha uma luz ali. Nem boteco. Nem bar. Nem nada. Vamos no escuro? Vamos.

Eu dei a ideia de ninguém mexer no celular pra economizar bateria, pra assim ligar a lanterna depois. E também porque tava todo mundo com 30% de bateria. ÓTIMO NÉ.

Lugar sem sinal. 30% de bateria. Sem comida. E uma menina que ia tentar fazer fogueira só porque ela viu na TV. Tu acreditas em anjo da guarda? Eu acredito.

Bom, ela conseguiu fazer.

Sete horas da noite passou e a gente nem viu. Eu fiquei com medo, mas não toquei no celular. Deu 20 horas e decidimos ir para casa. E lá vamos nós encaramos o escuro nas alturas. Literalmente. Lugar lindo, né? Mas eu não tava lidando muito bem com aquilo. Tremi até quando segurava em pedra pra poder subir. Depois de um sobe e desce, desci na areia, corremos pro carro. A praia lotada de antes, estava vazia. E escura. Perdi meu chinelo ali também. Chegamos na casa do amigo e decidimos não voltar para Joinville naquele dia. Dormimos na casa do Fê. Mas antes, decidimos andar mais um pouquinho. Vimos um grupinho de punks ali no canto, uma casa vazia ali no outro. Comemos um pouco. Dançamos música alta. Entramos em casa e dormimos. No dia seguinte, Oli queria ir pra Joinville as 9 da manhã. Acordei tonta. Peguei meu biquíni na mochila e entrei no carrinho vermelho. Paramos no MC Donalds. O que a gente tava fazendo ali? Olivia tinha oferecido blablacar pra um casal de jovens de 17,18 anos. Eles tinham fugido dos pais na noite anterior e precisavam voltar pra casa antes que os mesmos notassem. E mais uma vez, pegamos a BR. Corremos para ajudar aqueles dois que estavam dormindo no banco de trás. Tranquilo, né? Afinal, tudo bem também se ela estive me sequestrando.

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