A Cor da Manhã

kkkl
por We Heart It

Se todas as manhãs eu acordasse com meu cantinho iluminado por dentro, talvez meus dias fossem sempre primeiro de janeiro. Um caminho pela frente a ser traçado, um novo ano, novas oportunidades e talvez uma nova menina. Só que mais madura e disposta a sempre estar em mutação constante. Continuar no mesmo nunca foi a minha praia.

Gosto da palavra ”resiliência”. Ser forte e resistir. Seguir em frente e superar. Mudanças.

Se todas as vezes que o sol batesse na minha janela, não teria medo de abrir as mesmas. Abrir e mostrar que existo. Abrir e ver que a positividade anda perambulando por aí e que o amor anda com o status de ocupado pois ele já não é mais economizado em momentos de afeto.

Só que, de alguma forma, o mundo anda mostrando que a positividade anda precisando dela mesma porque ela precisa existir. Precisa porque, por mais que a janela seja aberta, mostra mentes cinzas, pequenas e que não enxergam a cor da manhã. Não há placas de ”bem-vindo” em moradias, janelas são trancadas, e TV? Fala do cinza e não da manhã, fala da noite e não do amarelo.

Compromisso.

Compromisso.

Compromisso.

Tempo.

Amarelo se põe, a manhã já foi faz tempo, livro caiu do criado-mudo, primeiro de janeiro já não está mais no calendário, mas só a positividade abriu a janela.