tic toc, as máscaras caem

tic toc, as máscaras caem

em questão de 2020 ter chego, a vida meio que deu as caras avisando que esse ano seria um ano diferente. com muito cuidado, desejei e eu espero que esse ano seja como pedi: mais leveza, mais sorrisos intensos e momentos mais singelos. sinto falta disso.

ontem me deparei com um sentimento surpreendente… eu vi o que eu sou capaz. caiu também a ficha de que é para frente que a gente olha. conheci um pouco o meu lado mais obscuro. vi que posso ser fria, me preparar para o pior e que, sim, existe aqui dentro uma coragem guardada. eu não sei porque ela demorou tanto para aparecer. queria sentir ela mais vezes. será que vai ser assim 2020? burlando as minhas leis, colocando à prova o que eu acredito e tudo que sempre tive certeza. sinto em minhas veias e a cada olhar meu lançado uma chama bem brilhante de determinação. seria essa a minha verdadeira face?

enfim estou eu me conhecendo. depois de anos me moldando para somente aprovação alheia e aumento de nada mais e nada menos que o meu ego. ele burla muito a gente. é preciso ter mais cuidado com ele.

o tempo me assusta.

não é mais um tired-drama

não é mais um tired-drama

agora eu tenho, enfim, 23 anos.

comecei esse blog a uns três a quatro anos atrás e eu achava que minha vida era um tired-drama. se eu pudesse voltar no tempo, tudo o que eu ia querer fazer, era sentar numa poltrona com uma pipoca salgada e assistir todas as encrencas que me acontecia, porque eu não acreditava que certas coisas aconteciam comigo. era muito muito drama. muito cansativo. mas depois de certo tempo, depois de muitas linhas de diário escritas (e nunca publicadas), muita, muita, muita coisa aconteceu. eu trabalhei feito louca pra ir atrás dos meus sonhos. deixei muita coisa que eu precisava me dedicar em stand-by, inclusive minha graduação. minhas notas despencaram. tempo era o que eu, simplesmente, não tinha e isso me gerou crises. de ansiedade e existencial. questionei meus medos, minhas crenças, meus desejos, o outro, o universo, o que era cada segundo desperdiçado e cada parte do meu corpo. dormir era algo que eu não fazia com destreza. não sonhar por semanas virou rotina. chegou ao estopim em que tive que tomar as rédeas de tudo. mas precisei de um empurrãozinho da minha mãe e do meu namorado pra criar alguma coragem – o ingrediente que me faltava.

e eu não conseguia fazer as minhas primeiras atitudes de cabeça erguida. demorei a levantar e encarar o mundo de frente. e agora que me vejo aqui, por mim mesma (mas não sozinha). começo a entender como o mundo funciona. quer dizer, eu sabia que eu um dia ia crescer e que teria que fazer algumas coisas, mas não sabia que eu teria que fazer alguma coisas. entende o que quero dizer? eu era uma criança e falava que ia fazer e me envolver em muitas aventuras. eu só não sentia na pele nem perto do quanto isso realmente significava.

é ali, naquela caminhava atrás de objetivos que nasceu novas questões, novos pensamentos e novos “será?”. todo o dia. eu me levantava e me perguntava do porquê eu estava ali, o que estava fazendo e qual era o objetivo. cheguei a me perder um pouco e agora, eu estou aqui. escrevendo isso e pensando em mil coisas para o meu futuro e de algumas escolhas que tive que fazer que, infelizmente, não me agradaram nada. mas eu tinha que fazer algumas coisas, né? e engraçado que, eu sonhava com isso. passei até medo e agora, eu só… não sei.

o medo está aqui mas a coragem também está.  eu tenho muito medo. mas tenho muita ideia também. e que, pela primeira vez, eu sinto que crescendo e evoluindo, eu me acolho incansavelmente, irremediavelmente e intensamente. porque eu agora estou me entendendo e está divertido buscar por respostas.

não saber as respostas não me assusta tanto assim. parece que minha vida deixou de ser um tired-drama. aqui está sendo escrito um novo capítulo e, como vocês podem imaginar, eu não sei o gênero. mas espero que curtam.

feliz 23 pra mim.


assistidos

de série, eu tenho viajado muito. pouco filme. Série era algo que eu sentia que era uma perda de tempo e precisava de um reloginho me controlando porque, senão, sentia que meu dia não rendia. hoje eu só curto uma boa história, entretenimento e agora: um bom repertório. meu gênero favorito é mistério policial, mas tudo que tiver uma história pra contar e que seja bem contada, eu tô dentro.

  • sherlock, da BBC e tendo como ator principal Benedict Cumberbatch: virei temporadas, não consigo mais desgrudar. é tudo inesperado. preciso comentar da fotografia, maravilhosa direção e da paleta de todas as cenas?
  • brooklyn 99: uma paixão minha! não precisa ser sério para ser bom. e que elenco, que história, que divertida de se assistir!
  • outlander: uma amiga me indicou e eu achei INTENSO! estou assistindo aos poucos por motivos: muita coisa pra digerir. isso sim é uma narrativa muito bem colocada! com certeza irei atrás dos livros depois disso! obrigada, Lara!

e é só, mas prometo me dedicar mais ao entretenimento pois o foco desse (entre outras metas) ano é aumentar bastante meu repertório, então logo estarei contando mais o que tenho experimentado. é muita coisa pra fazer, né? só que dessa vez, tô feliz!

posteriormente a uma ressaca literária

posteriormente a uma ressaca literária

eu não tenho grandes experiências no quesito de obras que nos fazem chorar. na verdade, me lembro poucas vezes que li um livro que me marcasse tanto e me fizesse, sem arrependimento nenhum, virar páginas e madrugadas e soltar rios de lágrimas. por dentro, eu já estava transbordando!

jardim de inverno, de Kristin Hannah, marcou o meu coração.

começou com poucas pretensões, detalhes cotidianos, relações familiares e amorosas. poucas pretensões mas que tinham tanta importância! desenvolveram o personagem com tanto detalhe, que me sentia como se estivesse ali, assistindo do lado delas a todo momento. viajei fundo, sem critério, sem regras e nem amarras. só viajei e estive com cada uma delas e vivendo juntamente a sua vida, sendo elas Nina, conhecida carinhosamente como Niner Beener; Meredith, ou melhor, Meredoodle; Jeff, marido de Meredith; Anya Whitson, mãe de Nina e Meredith; Danny, namorado de viagem de Nina; e tem como coadjuvantes, o pai de Nina e Meredith.

toda essa gente e mais alguns, que logo vão aparecendo, nos contam uma história que deve ser, não só lida, como sentida – seja com o coração, com a razão ou com a emoção. se for optar por algum deles, ninguém aqui te julga. esse livro abraça e te leva junto. bem nos primeiros capítulos, onde há cenas de teatro de Nina e Meredith, parece que logo aqui, aquele convite, aquela descrição dos olhares e do cenário de onde elas iram dar um ponta-pé inicial, elas te chamam ali naquele cantinho de leitura diário e dizem “senta aqui, posso te contar uma história?”. e invariavelmente, essa cena acontece algumas vezes durante o livro, quando uma outra história paralela é contada. você se sente assim: juntinho também, de joelhos, de olhos fechados e no escuro ouvindo aquela voz de Anya Whitson.

uma experiência cheia de vida: detalhes, sofrimento, lágrima, aprendizado e, sobretudo e de todos os outros pormenores, empatia.

empatia por Neener pensar assim e ser aventureira. empatia por Meredith por pensar daquele jeito e ser organizada. empatia por Anya Whitson ser assim, fria, sem amor à suas filhas e ao outro. empatia porque parece que tudo no fecho, foi destino. foi perfeito. foi singelo. foi suspirável.

elas me convidaram pra sentar aqui e me senti abraçada, mas tudo o que fiz no final, foi pegar nas mãos delas e pensar: “sua história, suas cicatrizes, seus aprendizados.

A vida é feita de detalhes.”

propósitos, fins e lembranças

propósitos, fins e lembranças

Então eu estava navegando pelas internet, pelos blogs e escritas alheias e me reparo com a pergunta “como que você gostaria de ser lembrada?”. Eu nunca tinha pensado e isso me levantou uma  leve dorzinha no peito, porque lembrança, por mais que seja uma palavra bonita, significa que algo que acabou e está lá atrás. Falar da minha própria lembrança é envolver meu próprio fim. Pesado. Eu até tentei ignorar por um tempo essa pergunta, justo por causa dessa dorzinha que causou, mas sabe que até no meu trabalho essa pergunta batia? Olhava tudo ao meu redor e me questionava se minhas atitudes eram significantes para alguém, se o que eu falava alguém prestava atenção. E o engraçado é que ainda esse ano, eu fui aplaudida por dar um discurso extremamente espontâneo. Então eu cedi essa pergunta, sentei numa mesa, com papel e caneta na mão e resolvi escrever.


Sempre que eu deito no travesseiro, eu penso no meu maior objetivo de vida. Penso e acredito com todas as minhas veias que estou aqui por um propósito. Não tenho religião no momento mas meu acreditar espiritual envolve karmas, alma, energias, destino e scripts do universo. E me faz pensar que antes de eu ir embora, eu necessito com todo meu coração de ter feito o que fui proposta para fazer. E sabe, quando a gente fala se propósito, são coisas que nós fazemos com muito amor e prazer. O meu é educação. É saber ensinar e poder contribuir para um mundo melhor através disso.

Meus sonhos passaram por muitas transições. Já sonhei em ser jornalista, artista e professoras várias vezes na minha vida e nunca tinha percebido o que todos eles tem em comum para mostrar que eu tinha um propósito aqui, sim. E acho que é assim que quero ser lembrada: conseguir fazer com que um aluno goste de estudar, que ele veja que a matéria pode ser divertida, que livros são encantadores, que os sonhos deles podem ser sim alcançados.

Meu sonho é poder um dia ouvir um aluno falando que eu fiz diferença na vida dele, porque eu o ensinei a ler ou que o ensinei a não desistir dos seus sonhos. Que sempre fiz do meu melhor para àqueles que estão ao meu redor, para que a próxima pequena alma que eu tocar, faça uma diferença na história no mundo de um modo extremamente positivo. O meu sonho é conseguir manter acessa a luz daquela criança que quer ser muito um bailarino, por exemplo, mas só não é encorajado porque os pais não acreditam que o mesmo tem um potencial. Eu quero fazer a diferença. Quero ser lembrada por aqueles que ajudei a voltar a possuir um sorriso, a gostar de livros porque minhas leituras são engraçadas, a ser sempre companheira e ter a capacidade de acreditar nas pessoas.

Quero ser lembrada através da simplicidade na nossa vida. 

 

 

a trilha sonora da minha história.

a trilha sonora da minha história.

Em 2017, como vocês viram, eu tive muitos momentos divertidos e pouco falei sobre os momentos tristes e que foram barra pesada pra mim. Eles aconteceram, mas passaram. Tanto que se eu for falar aqui, parece que foi uma coisinha, algo que faz muito tempo, talvez a uns cinco anos atrás. Algo que eu nem acredito que eu realmente me preocupei. Portanto, eu procurava algo ou alguém para me manter em pé quando eu literalmente quis desabar. Ano passado, muito por causa dessas pessoas e situações, eu amadureci. Amadureci de um jeito que nem acredito. E só por causa disso, eu entendo quando meu pai e minha mãe fala que eu tenho muito pelo o que passar, que vai vir muita maturidade ainda. Que isso “é só a gota do oceano“. As minhas bases foram meu namorado, que por mais que eu implicasse com ele, ele tentava me fazer vê-lo as situações de forma totalmente racional. Até porque ele é assim, eu sou a mais emocional da história. Além dele, foram as músicas. Olha, não sei se vocês sabem, mas eu sou surda. Tenho perda severa em ambos os ouvidos e só consigo curtir música, ver vídeos ou ouvir áudios no whats app por causa do meu aparelho. E por causa desse meu jeito, eu sustento muito valor às letras da música. Eu curto a música, consigo reconhecer alguns instrumentos e com sorte entender a letra quando ela está sendo cantada, senão a procuro (isso quando meus amigos não já mandam pra mim). Foi assim quando eu ouvi a música nova (ok que hoje já não é tão mais nova assim) do Harry Styles, Sigh of the Times. O meu ano está em toda aquela letra. Os meus problemas estão incluídos naquela letra. Eu me vejo ali. Eu me vejo até no ritmo que a música é tocada – quando a identificação é tão grande com uma obra, a sensação é maravilhosa, não é mesmo? Se você nunca leu a letra, vai lá, procura, leia sem a música, sem ritmo e você vai me entender.

Quando ele diz logo na primeira estrofe para eu parar de chorar porque é um sinal dos tempos, eu entendo a mensagem. Esses problemas que estavam me acontecendo, eu já sabia como lidar, porque eu já estive ali. Mas eu precisava passar por aquilo. Era sinal do tempos, talvez aquele que estivesse vindo e que no final me desse uma paisagem linda e melhor ali no meu futuro provável.

O tempo todo eu tive que me lembrar de que aqueles problemas ali, por mais que fossem pequenos mas grandes na minha visão daqui, eles iriam passar, we gotta get away from here. De um jeito ou de outro, por mais que por um tempo nós tampássemos o problema e fugíssemos deles, eles apareciam a qualquer momento. Às vezes tudo que precisamos é de diálogo, falar tudo o que for suficiente, por mais que isso saia como grito, sabe? E com isso abrirmos mais nossas mentes a situações e opiniões. Porém  como nós já estivemos ali, temos que resolvê-lo e deixá-lo para trás mas quando formos parar para pensar nessa nossa história, tentar entender o que nós aprendemos com aquele momento pesado. Se aquilo me acrescenta tão bem ou me acrescenta de um modo ruim. E dependendo, tentarei sempre ver a paisagem de outro jeito. De um jeito bom.

 It’s just what we know.

Era Harry repetindo o tempo todo, saindo da linha indie de violão só pra me dizer que era sinal dos meus tempos. Era hora de crescer.

We don’t talk enough
We should open up
Before it’s all too much
Will we ever learn?
We’ve been here before
It’s just what we know

Qual é a sua trilha sonora?

ironicamente, eu precisava disso

ironicamente, eu precisava disso

Faz um tempo que tenho me pegado sempre pensando constantemente nas possibilidades que poderia ter sido alguma experiência que tive no meu ensino médio. Para aqueles que não sabem exatamente do que falo, meu ensino médio foi uma época bem complicada para mim. Comecei a entrar em dificuldade com a área de exatas, me sentia uma pessoa que não sabia de nada, que não tinha dom pra nada (por mais que eu tirava 9.5 em português sem estudar nadinha). Acreditava que não iria para frente, que as universidades federais não era meu lugar. Dito e feito, eu não passei numa federal. Fui reprovada logo de cara. Isso tudo porque eu não acreditei no meu potencial, não acreditei em mim mesma. Tive experiências tão pesadas no ensino médio que apesar de tudo, de todas as coisas boas que me rodeavam na época, eu só focava nos meus defeitos. E não os aceitava! E por este fator, eu ficava me cobrando até por situações que eu tinha controle algum! Olha só quanto detalhe eu lembro disso e eu me formei do EM fazem quatro anos já.

Como eu ia dizendo, não foi fácil e por isso, passei em meus momentos de ócio, meio que sem querer (e mesmo que fosse contra a vontade e eu percebesse, era tentador), ficava pensando no E SE de todas as situações doidas que tive que lidar. Claro, eu com essa cabeça, teria me livrado de cada enrascada…

Só que cansei. Cansei de supor, nada muda. Todo mundo fala isso pra mim que pensar não iria mudar nada e até a pouco tempo era esse o tentador, não mudar e ainda sim continuar pensando porque não haveriam consequências para eu lidar. Mas cansa. Cansa muito. Cheguei naquele pontinho da linha temporal que só quer olhar pra frente. Olha para a janela e respira o ar. Olha para o espelho, e contenta cada pinta que tenho na pele. Aquela ali, em dois mil e quatorze, não é mais eu. Eu mudei e eu sinto isso. Minha cor favorita mudou, meu cabelo mudou, minhas músicas favoritas mudaram, meus filmes favoritos também mudaram, meu jeito de lidar e amar as pessoas mudou, a forma de sorrir, meu círculo de amigos e inclusive até a minha casa mudou!

Porque viver com os meus pés virado pra trás? Virado para época que já se foi e minhas cicatrizes que já fecharam. Não tem porquê. Eu mudei tanto que nem percebi que essa mudança estava acontecendo, foi preciso de um baque muito grande para que eu percebesse, claro. E que baque! Eu precisava disso.

faz muito tempo, mas aqui estou eu

faz muito tempo, mas aqui estou eu

Talvez essa minha falta por aqui por durante um ano fez eu conquistar algumas coisas e indo perceber certos acontecimentos e os mesmos sendo guardados aqui no meu coração. E eu vim pra cá contar e escrever que ano que vem, por mais que ele comece, eu deixei bem aqui registrado que dois mil e dezessete não foi um ano em branco. Eu só não escrevi muito, mas agora eu volto com muita sede de escrever. Porque todo aspirante a escritor está aqui pra eternizar, não é mesmo? É isso mesmo que vim fazer.

Foi durante esse ano que começo tendo algumas responsabilidades familiares, lembro que passei meu aniversário de vinte anos ajudando a mãe no trabalho e me contentando que não será dessa vez que irei fazer alguma reuniãozinha mesmo com bolo. Eu tava ciente disso e estava ciente também do porquê. Eu não reclamei. A gente chega na idade do jovem adulto e começa a notar certos privilégios, não é mesmo? Sem falar que nesse mesmo mês, com o presente que ganhei do meu avô, eu resolvi doar para as pessoas de rua. Eu ganhei 50 reais e resolvi gastá-los ajudando duas crianças de ruas, levando ao Big e deixando que escolhessem o que quisessem. Um feliz ano novo para eles também, né?

Em fevereiro eu começo a trabalhar no meu trabalho fixo completando logo um ano de contrato e fico internamente muito feliz, porque honestamente é um trabalho que eu gosto muito de ter. Preciso, mas eu tenho gosto por estar lá. Prova disso que esse ano já cheguei a trabalhar doente porque não achei viável ficar em casa sem fazer nada, além de sentir uma leve culpa por estar longe. Também é nesse mês que começo a frequentar meu tão esperado primeiro dia de aula numa nova faculdade (é, esse ano eu troquei de curso) e estou tão, tão apaixonada pela área da educação e não penso com tanta rapidez voltar para área que estudava antes (esta sendo jornalismo). Aconteceu uma identificação tão forte, me encontrei ali. Apesar de passar por umas barras pesadas, nada supera o gosto que senti pelos momentos de aulas que simulei e as pesquisas que efetuei.

 

Entre indas e vindas de estudos, pesquisas, tentando me encaixar em um grupo na sala e percebendo em menos de um ano em como a vida é irônica e te coloca pra andar e confiar nas pessoas nas quais você achou que nunca andaria. Em menos de um ano eu senti coisas que eu achava que era muito maior para sentir, pra você ver que aprendi que sentimento a gente não deve subestimar (ou brincar). Acabei andando com quatro amigos maravilhosos de lá, todos eles sem ter ideia lá no comecinho de semestre que se tornariam pessoas que iam significar muito pra mim. Em 10 meses, nós fizemos muita coisa significativa um para o outro. Contamos segredos, brigamos, comemoramos e ainda estamos só indo pro segundo ano de curso. E eu sinto que quanto à faculdade, a intensidade vai ser outra mas num nível muito bom. Posso falar que tenho expectativas quando não deveria ter? É isso aí mesmo.

Foi no ano de 2017 que vi com quem eu posso contar pela vida toda e de como passar um tempo em família é uma coisa intensamente maravilhosa desse universo. Foi na metade do ano que na primeira oportunidade de ver minha família de sampa, eu fui. Comprei passagem e fui sem contar as moedas no meu bolso (no improviso!). Cheguei lá e aproveitei tanto! Fui no cinema com as minhas irmãzinhas (que continuam incríveis, quanto mais elas crescem, mais meu coração enche de amor), saí com os meus pais pro cinema, conversei tanto com eles e descobri mais ainda o quanto a educação é maravilhosa depois que tive umas conversas reflexivas com a minha madrasta, essa que acabou de se Mestrar na área de educação também! Sem falar que fui ver pela primeira vez meus amigos virtuais do clube do livro! Foi nessa viagem também que turistei São Paulo em uma semana inteira com a minha Vó, essa, que preciso ressaltar, é a minha heroína e meu exemplo como pessoa. Apesar das dificuldades de visão que ela possui, ela passeou por São Paulo comigo mostrando e contando histórias de como certos pontos da cidade mudaram. Foi em museus, em amostras, na casa de todos os familiares que não vejo a anos! Só de lembrar do sorriso de todo mundo em me ver, meu coração aperta de saudade novamente. Guardei fotos, mas perdi depois que meu celular quebrou e acabou “resetanto”. Mas assim como a minha vó diz, está tudo aqui guardado, ó, no meu coração. Eu me lembro que fui no maior sebo de São Paulo e saí de lá com 3 livros e 2 HQ’S. E também com a vontade de voltar.

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Passeio para Itapema/SC com meus irmãos de 10 e 7 anos.

Voltei para Joinville mudada. Literalmente. Sobre questões familiares, sobre aproveitar o momento, aprendi sobre ministrar dinheiro e cobrar meus direitos na minha cidade. E ainda aprendi mais sobre pró-atividade no trabalho. Mas é sempre assim, um final de semana ou uma semana inteira com a minha família eu nunca volto a mesma. Até hoje eu me lembro dos passeios que tive com eles no carro e eram sempre reflexivos quando mais nova.

Assim que voltei para a cidade em que resido, acabei me enrolando com uma viagem de amigos para uma cidade à duas hora da minha. Nela, acabei andando muito, tendo um roteiro muito no improviso, desde de ver duas amigas de infância a almoçar numa praça pública, ter uma aula de história no meio da rua de um cara que tenta ganhar a vida fazendo isso, depois passar as tardes num shopping, tomando milkshake na cobertura e andando muito e enrolando muita conversa de rua. Foi uma das melhores viagem com meus amigos que já tive. Sei que é somente a primeira e irá ter muito mais, mas estou ansiosa. Esqueci de mencionar que antes de fazer essa viagem, a amiga que mora nessa cidade que fica a duas horas, veio pra nossa visitar, ficou na minha casa e tudo que a gente fez foi comer sushi no shopping, filosofar quando podia e ir em museu porque afinal, todo mundo ali era de humanas. Sem contar que nós olhávamos quadros e ficávamos tentando adivinhar qualé a do artista. Também fomos na casa do meu amigo no final da noite, esta que fica bastante longe da minha em quesito de bairro. Cantei como se não houvesse amanhã e terminamos o dia vendo o desenho animado – isso acabou criando muitas piadas internas. Mas prosseguimos.

Após de alguns meses tentando entender que posso ser eu mesma e ser muito feliz, eu tomei a coragem de cortar meu cabelo bem curtinho e pintar de preto pela primeira vez na minha vida. E assumo, eu me amei demais. Amei. Amei. Amei. Eu sorri e tirei uma foto para que representasse exatamente isso. Sem maquiagem, sem filtros, apenas eu ali. Confiante com o meu pedaço pela primeira vez na vida.

Uma temporada se passou e meu pai veio pra cá e passou um dia com a gente (eu e meu irmão). Foi igualmente divertido, até porque saímos e comemos muito Mc Donald’s com Coca Cola como toda vez que saio com ele – a gente tem que manter essa tradição, não é mesmo? Já é ritual dos Grilli.

Não me lembro exatamente em que mês, mas lembro que também ajudei muita gente. Odeio ver gente de rua precisando de algo. Faço assim que posso! Dessa vez, em meio ao intenso frio sulista, não dei dois passos: dei cobertores, tênis e comida a um senhor que estava chorando de frio na calçada enfrente ao meu prédio. Aquilo ali, por mais frio que estivesse por fora, por dentro eu estava sorrindo calorosamente. E minha irmã, que me ajudou nessa, disse que faria igual assim que crescer!

Logo, quando os meses foram passando e eu me dedicando a faculdade e trabalhando em horário duplo (porque comecei a dar aula particular também!), nada muito fora da rotina aconteceu, mas que profissionalmente me evoluiu muito! Criei mais senso de tempo, organização, metodologia e amor pela minha profissão que com o passar dos dias, mais se cultiva e mais cresce.

Não foi um ano qualquer, por mais que sejam poucos acontecimentos eles preenchem muito! Evolução foi a palavra do ano e agradeço muito por cada momento dele. Principalmente do apoio e do colo que as pessoas me deram nos momentos difíceis (esse vai em especial para o meu namorado, que sempre, sempre, sempre esteve do meu lado e continua me suportando).

Foi intenso mas ao mesmo tempo leve. Foi profundo mas ao mesmo tempo foi uma constante evolução e continua ainda!

A gente perdoa, cicatriza momentos ruins e segue em frente. Mas qual seria a graça da vida se não fosse por isso?

deixe que digam, que pensem, que falem.

deixe que digam, que pensem, que falem.

Todo mundo gosta de rotular, de reclamar e olhar para vida alheia. Até porque todo mundo aqui é humano e tem a necessidade de falar a sua própria opinião. Não é à toa que muitos estão debatendo em textões de Facebook, criando blogs, vlogs e diários digitais. A questão é sobre a importância que atribuímos a isso – principalmente quando o foco da conversa é a sua vida.

Desde que me entendo por gente, eu lidei com olhares alheios voltados a minha vida, principalmente a partes que não interessa definitivamente a ninguém. O jeito que alguém toca a vida é realmente muito intrigante ao ponto de todo mundo parar de fazer o que estiver fazendo só pra fazer um comentário – seja ele maldoso ou não. Dentre esses comentários, fofoca vai e vem. Surge o boato. Esse cara aí, ele me odeia. Ele persegue todos ao redor pra fazer algo com que me afete – e eu achando que isso ia um dia parar! Não. Seja no trabalho, seja na faculdade, seja na roda de amigos de qualquer lugar. O boato sempre vai se fazer presente, porque… Honestamente, eu não sei o porquê. Talvez seja pela falta de educação? Talvez seja pela negligência de uma pessoa? Talvez seja pela a necessidade de o ser humano comunicar-se e até, às vezes, enaltecer alguém? Essa coisa é muito complexa e eu até hoje não consigo entender. Tentam me explicar o motivo de sua existência, continuo achando sem sentido. E quando pára de se importar com esse tipo de coisa, criam mais um boato sobre você.

Em grande parte dos assuntos polêmicos da atualidade, é sobre se importar de como o outro toca a vida. Casamento gay, aborto, posição política e entre outros. Basta se manifestar, vem boato. E pra mostrar que é pra ficar, vem junto discurso de ódio gratuito. Como lidar com isso é tudo uma escolha. Alguns começam a agir conforme o que os outros acham. Naquela linha de muitos “devo” e poucos “quero”. Deixar que os boatos te afetem, afeta não só você mas também o que te espera pela frente, contando também com as pessoas que se importam com a sua vida.

Eu sei, é tentador ligar para o que dizem. É realmente difícil a gente se tornar um pouco egoísta e se importar mais consigo mesmo. Você acredita que o que os outros estão dizendo realmente muda a sua vida, que é importante, até você agir de maneira contrária.

Deixe que falem, que digam, que pensem.

Olhe pra frente, tenha determinação com cada passo futuro que der. Porque só você se conhece bem. É quem sabe cada defeito e qualidade da sua personalidade. E isso ninguém pode mudar.

pensamentos de uma longa caminhada

pensamentos de uma longa caminhada

Quando fechei a porta da frente de casa, sabia que precisava disso. Respirar. É tão difícil você conseguir se distanciar um pouco da sua vida, se afastar desse monte de coisas e ver como gostaria de construí-la, se tivesse esse poder! Saber ser uma engenheira pelo menos uma vez na vida, e saber do que está fazendo.

Nessa pequena caminhada, todo mero detalhe parece importar. Todos os momentos que calculei e saíram fora da órbita ou do roteiro. Tudo aquilo que não queria ter feito e que no final, talvez fosse melhor assim. Aprendi com tudo que passei e tenho o grande pressentimento de que estou melhor.

Amadureci. Meus olhos já não são tão ingênuos assim. O cuidado se elevou perante a mim. Sinto e sei que já não sou mais a mesma. Tudo que é grandioso e maravilhoso, me sinto como fosse privilegiada por ter isso ao meu alcance. Aquela teoria de que a vida poderia ser mais leve, mas que em alguns momentos, essa ideia cai por água a baixo. Mas uma parte de mim impede que eu me vire negativa perante a minha vida, e me faz acreditar que a leveza existe, sim. Mesmo que poetas e escritores parafraseiam que escritores e artistas não vivem sem uma dor pra contar e mostrar. O que as vezes pode ser encarado pior do que já é. Gente que é encontrada no ofício de escrever normalmente vê a dor de uma forma maior, intensamente e em cores. Não sou exceção. Talvez por isso que eu prezo pelos momentos mais leves.

Ideias assim faz grande porcentagem das pessoas acreditar que o mundo está errado, que não há cura, positividade e resolução para determinadas situações. E algumas vezes nos faz acreditar que não tem mesmo. Porém me parece tão pesado e sem sentido você viver a vida sem ter por onde acreditar. Acho importante a gente ter um ponto que nos faz acreditar, mesmo que seja, sei lá, em fada. Assim, o nosso coração se enche de uma forma boa, contornando espaços que antes não sabíamos que éramos capazes de tê-lo e preenchê-lo. O problema nisso, depois de um tempo, se torna uma junção de felicidade e medo. Felicidade porque se sente livre por acreditar em alguma coisa, mas com medo por não querer ser ingênua uma outra vez na vida.

É tão… estranho. É nesse momento que você se permite querer tudo, mas também querer nada. É nesse momento onde sonhadores são vistos como cegos e ingênuos nesse mundo. E é aqui também que dizer isso me machuca.

Não quero perder a minha personalidade porque somente tenho medo – mesmo que eu queira ser uma jornalista profissional. Sinto que a curiosidade que nasceu comigo me faz aflorecer algo em mim e eu continuo agradecendo por isso. É isso que eu me torna uma pessoa diferente por aqui. Aliás, todos somos diferentes e ao mesmo tempo iguais: somos positivos de alguma forma. O problema do maior mau, é simplesmente o medo.

Olha, vou ser sincera, queria dizer que nesse final, só por me dar conta disso e não querer perder a minha esperança, é encarar todos os meus medos. Mas sei que isso não é fácil, por isso aqui fica minha deixa. Pra essa vida que tenho, aos 19 anos, farei o melhor que posso. E claro, escrevendo. Até porque, as palavras são meu ofício e nele darei meu corpo e alma, só pra construir esse castelo que chamamos de essência. Isso sim é importante

E ao me dar conta disso, entro em casa, tiro meus casacos pesados e minhas meias, vou pra cama e tudo que estou desejando apenas é: um dia melhor. Todos os dias.

A Cor da Manhã

A Cor da Manhã

kkkl
por We Heart It

Se todas as manhãs eu acordasse com meu cantinho iluminado por dentro, talvez meus dias fossem sempre primeiro de janeiro. Um caminho pela frente a ser traçado, um novo ano, novas oportunidades e talvez uma nova menina. Só que mais madura e disposta a sempre estar em mutação constante. Continuar no mesmo nunca foi a minha praia.

Gosto da palavra ”resiliência”. Ser forte e resistir. Seguir em frente e superar. Mudanças.

Se todas as vezes que o sol batesse na minha janela, não teria medo de abrir as mesmas. Abrir e mostrar que existo. Abrir e ver que a positividade anda perambulando por aí e que o amor anda com o status de ocupado pois ele já não é mais economizado em momentos de afeto.

Só que, de alguma forma, o mundo anda mostrando que a positividade anda precisando dela mesma porque ela precisa existir. Precisa porque, por mais que a janela seja aberta, mostra mentes cinzas, pequenas e que não enxergam a cor da manhã. Não há placas de ”bem-vindo” em moradias, janelas são trancadas, e TV? Fala do cinza e não da manhã, fala da noite e não do amarelo.

Compromisso.

Compromisso.

Compromisso.

Tempo.

Amarelo se põe, a manhã já foi faz tempo, livro caiu do criado-mudo, primeiro de janeiro já não está mais no calendário, mas só a positividade abriu a janela.